Grupo apresentou experiências e propostas no 2º Workshop de Saneamento Rural e em outros encontros voltados à universalização do saneamento e à educação ambiental.
São Paulo, junho de 2025 – O grupo G9 Saneamento Rural participou de uma série de eventos na Semana do Meio Ambiente, destacando a importância do engajamento e da sensibilização de moradores em comunidades para a efetivação de políticas públicas no setor.
No dia 11 de junho, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (SEMIL/CSAN) promoveu o 2º Workshop de Saneamento Rural, com foco na universalização do saneamento básico em áreas rurais. O evento contou com palestras técnicas e painéis sobre temas como regulação, fiscalização, tecnologias apropriadas e gestão estratégica.
Durante o workshop, a engenheira Eliana Kitahara, representante do G9 Saneamento Rural/APU, apresentou o Plano de Ação e a metodologia do modelo de Gestão Compartilhada do Saneamento, atualmente em fase piloto em comunidades quilombolas no Vale do Ribeira (SP). A proposta valoriza a atuação conjunta com os moradores e respeita os contextos culturais locais.
A palestrante ressaltou a relevância das discussões promovidas no 35º Congresso Nacional da ABES, cujo tema foi “Saneamento para quem não tem: inovar para a universalização”. Segundo Kitahata, inovar vai além de tecnologias – exige mudança de atitudes e maior conscientização sobre a relação entre saneamento, saúde e qualidade de vida.
Na ocasião, também foi apresentada a fala do superintendente estadual da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), Adam Douglas Sebastião Pinto, que reforçou a urgência de implementar o Programa Nacional de Saneamento Rural (PNSR), estruturado em três eixos estratégicos: tecnologia adequada às especificidades locais, gestão eficiente e adaptada, e educação ambiental com participação social.
O G9 Saneamento Rural, formado por especialistas de diferentes áreas técnicas, desenvolveu planos de ação alinhados aos três eixos do PNSR. A iniciativa inclui missão e nove propósitos centrais, além de propostas como a geração de renda local e adoção de práticas da economia circular. O grupo manifestou interesse em desenvolver, em parceria com a Sabesp, o primeiro modelo de Gestão Compartilhada do Saneamento em áreas rurais paulistas.

Nos dias 12 e 13 de junho, integrantes do G9 participaram do evento Pré-COP30 – Conectando a segurança da água com as mudanças climáticas e a governança global, promovido pela ABRASAN e ABES-SP, com apoio da APU. As discussões reforçaram a importância do terceiro eixo do PNSR: Educação Ambiental e Participação Social. Para o grupo, compreender a cultura das comunidades atendidas é essencial para garantir o engajamento e a sustentabilidade dos sistemas instalados.
O grupo também marcou presença no seminário Saneamento como vetor de transformação: da Bacia do Rio Pinheiros ao Programa Integra Tietê, realizado em 16 de junho. Na ocasião, um representante do G9 comentou os desafios de envolver populações em áreas irregulares, promover a educação ambiental e enfrentar a atuação de intermediários que cobram preços abusivos pela água, sem garantia de qualidade.
Encerrando sua participação nos eventos, o G9 Saneamento Rural fez um alerta: “Investir não é universalizar.” O grupo defende que os avanços no saneamento rural só se concretizam com a participação ativa dos moradores desde o início, incluindo água, esgoto, resíduos sólidos e cuidados com a saúde humana e ambiental.














