O documentário dá voz aos quilombolas, indígenas, caiçaras e ribeirinhos — povos que há séculos habitam e protegem esse território, mantendo viva a cultura, o pertencimento e a relação ancestral com a natureza. É um convite à reflexão sobre a água como fonte de vida, identidade e resistência.
Águas do Ribeira é uma travessia pelas águas que nascem nos Campos Gerais, em Ponta Grossa (PR), e percorrem mais de 470 km até o mar, em Iguape (SP), revelando a força e a beleza da bacia hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape — o último grande rio livre do Estado de São Paulo.
Integrantes do G9 Saneamento Rural prestigiaram e participaram do lançamento (11/09, no SESC Registro) durante o evento “Cinema e Rios: Sensibilizando Territórios e Educando para a Água”, promovido pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL), por meio da Diretoria de Recursos Hídricos (DRHI) e da Diretoria de Educação Ambiental (DEA).
Realizado no auditório Augusto Ruschi, na CETESB, o encontro reuniu representantes de órgãos públicos, educadores, pesquisadores e comunicadores ambientais. Estiveram presentes instituições como a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEDUC-SP), a Mostra Ecofalante e diversas entidades ambientais e de comunicação que vêm fortalecendo o diálogo entre arte, gestão das águas e educação ambiental no Estado.
O Ribeira na capital: vozes que ensinam sobre a água
O documentário foi apresentado por Rafael Guimarães, diretor da obra e autor do livro “Educação Ambiental, Climática e Territorial no Vale do Ribeira”, desenvolvido pela PreserValle em parceria com a Sabesp. A exibição marcou o encerramento de um ciclo de apresentações que percorreu o Vale do Ribeira, levando à capital paulista as imagens, vozes e aprendizados do último grande rio livre do Estado de São Paulo.
Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz é uma produção da PreserValle Soluções Ambientais Inteligentes, em parceria com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul (CBH-RB), com financiamento do FEHIDRO. O filme percorre os quase 500 km do rio, revelando o modo de vida das comunidades quilombolas, indígenas, caiçaras, agricultores e educadores que vivem em harmonia com o território e refletem, através de suas práticas, uma profunda consciência ambiental.
Integrantes do G9 Saneamento Rural, Iracy Bim e Eliana Kitahara, tiveram a oportunidade de se manifestar durante o evento. Parabenizaram Rafael Guimarães e todos os envolvidos na produção do documentário, tão importante e pertinente às atividades em desenvolvimento pela equipe multidisciplinar em quilombos do Vale do Ribeira.
Citam o aprendizado com os quilombolas do projeto-piloto de Gestão Compartilhada do Saneamento Rural, em relação à preservação das áreas, e correlacionam a importância do saneamento para manter a qualidade das águas. Pela vivência, constataram que, apesar do grande volume dos rios da região, a qualidade da água não atende aos parâmetros de potabilidade para consumo humano. Manifestaram que, infelizmente, o saneamento — que é saúde, trabalho, produtividade e educação —, dentro do gráfico do OGU 2024 (Orçamento Geral da União), está no item “OUTROS” e teve gasto de apenas 0,0057% do total da União, fato que precisa ser alterado!
Enfatizam que os vídeos são extremamente importantes para a Educação Ambiental, pois as integrantes do G9 Saneamento Rural perceberam, durante as rodas de conversa programadas e realizadas com os quilombolas, que os filmes prendem muito mais a atenção dos presentes. Solicita-se parceria com palestrantes para levantar filmes simples e didáticos, com foco no saneamento básico, e apresentá-los em próximos eventos de rodas de conversa.
O evento foi destaque na agenda estadual, sob organização da DRHI/SEMIL.












